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Sinal 1: Argentina, rival do Brasil na soja, vai à China conhecer tratores com IA
Uma comitiva argentina, com gente do governo, do parlamento, de universidades, de centros de pesquisa e de empresas, visitou na semana passada a Zhongke Yuan Dongli, de Pequim. Na pauta, IA, energia limpa e robôs no campo, e parcerias entre os dois países.
A empresa saiu da Academia Chinesa de Ciências e faz tratores elétricos e autônomos, além de um sistema que deixa o trator comum trabalhar sem motorista, tema que já apareceu na última edição, com a YTO. Ela diz já ter feito trabalho sem operador em cerca de 67 mil hectares, em mais de 20 províncias chinesas.
No dia seguinte à visita, na Feira de Cantão, fabricantes chinesas de máquinas agrícolas relataram novas encomendas no exterior. Uma delas, a Shandong Future Power, abriu mercado na Argentina, na Colômbia e no Equador, e viu as vendas fora da China crescerem cerca de 30% no primeiro semestre.
Por que importa no Brasil
a China está comprando mais soja da Argentina. De janeiro a novembro de 2025, foram 6,24 milhões de toneladas, 62,5% a mais que no ano anterior. O Brasil ainda lidera com folga, com 76,7 milhões de toneladas no mesmo período. A Argentina também é a maior exportadora de farelo e óleo de soja do mundo. Se o campo argentino ganhar máquina chinesa com IA, o concorrente fica mais produtivo. Aqui, a mesma YTO já vende tratores e quer 20% do mercado.
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